Desejo...

Desejo...
Eu sinto teus dedos passeando por todo meu contorno...(clique na imagem)

terça-feira, 14 de abril de 2009

Minha querida Catherine:

Sinto a tua falta, meu amor, como sempre, mas hoje é particularmente difícil porque o oceano tem estado a cantar para mim, e a canção é a da nossa vida juntos, quase consigo sentir-te a meu lado enquanto escrevo esta carta, e consigo cheirar o aroma de flores silvestres que me faz sempre lembrar de ti, mas neste momento, essas coisas não me dão qualquer prazer; as tuas visitas têm sido menos freqüentes, e por vezes sinto como se a maior parte do que sou estivesse lentamente a dissipar-se, estou a tentar, ainda assim, à noite, quando estou sozinho, chamo por ti, e sempre que a minha dor parece ser maior, encontras constantemente maneira de voltar pra mim ontem à noite, nos meu sonhos, vi-te no portão perto de Wrightsville Beach, o vento soprava através do teu cabelo e os teus olhos retinha a luz pálida do sol que se desvanecia; fico espantado quando te vejo encostada ao parapeito, tu és bela, penso, enquanto te vejo, uma visão que nunca consigo encontrar em mais ninguém, começo a andar lentamente na tua direção e quando, finalmente, te voltas para mim, reparo que outros têm estado a observar-te também; "tu a conheces?" perguntam-me em sussurros invejosos, e enquanto sorris para mim, respondo simplesmente com a verdade "melhor do que meu próprio coração", paro quando chego perto de ti e envolvo-te nos meu braços, anseio por esse momento, mais do que qualquer outro é a razão da minha vida, e quando tu retribuis o meu abraço, eu entrego-me a esse momento, em paz mais uma vez, levanto a mão e toco suavemente na tua face e tu inclinas a cabeça e fecha os olhos; as minhas mãos são ásperas e a tua pele é macia, e interrogo-me durante um momento se vais afastar-te, mas claro que não o fazes, nunca o fizeste, e é em alturas como esta que eu sei qual é o meu objetivo na vida: estou aqui para amar, para te segurar nos meus braços, para te proteger, estou aqui para aprender contigo e para receber o teu amor em troca, estou aqui porque não existe outro sítio onde possa estar, mas depois, como sempre, a neblina começa a formar-se, enquanto permanecemos juntos um do outro; é um nevoeiro distante que nasce do horizonte, e descubro que começo a ficar com medo à medida que ele se aproxima, ele insinua-se lentamente, envolvendo o mundo à nossa volta, cercando-nos como que para evitar que fujamos como uma nuvem rolante, cobre tudo, fechando, até mais nada restar senão nós os dois, sinto a minha garganta começar a fechar e os meus olhos encherem-se de lágrimas, porque sei que são horas de partires, o olhar que lanças naquele momento me persegue, sinto a tua tristeza e a minha própria solidão, e a dor no meu coração, que permanecera silenciosa só por um pequeno intervalo de tempo, torna-se mais forte quando tu me soltas e então estendes os braços e dás uns passos para trás, desaparecendo no nevoeiro porque ele é o teu lugar e não o meu anseio por ir contigo, mas a tua única resposta é abanares a cabeça porque ambos sabemos que é impossível e eu assisto com o coração a partir-se enquanto desapareces; lentamente dou comigo a esforçar-me por lembrar tudo acerca daquele momento, tudo acerca de ti, mas depressa, sempre demasiado depressa, a tua imagem desaparece e o nevoeiro recua para o seu lugar longíquo e eu fico sozinho no pontão e não me importo com que os outros pensam quando baixo a cabeça e choro e choro e choro."


Carta de Garret Para Catherine
Filme: Uma Carta De Amor

3 comentários:

Lucy disse...

Saio em silencio...

*Simplesmente lindo*

Beijo Ana...

POETICAMENTE FALANDO... disse...

Maravilhoso!!!!Bela postagem!

Bjs,

Reggina Moon

Teu Olhar... disse...

q bom q gostaram, eu sou uma romântica e adoro essas coisinhas...rss

tenho mais algumas cartas para postar...

beijo