
Tu és todos os livros, todos os mares,
Todos os rios, todos os lugares.
Todos os dias, todo o pensamento,
Todas as horas o teu corpo no vento.
Tu és todos os sábados, todas as manhãs,
Toda a palavra ancorada nas mãos.
Tu és todos os lábios, todas as certezas,
Todos os beijos, desejos, princesa.
Todos os rios, todos os lugares.
Todos os dias, todo o pensamento,
Todas as horas o teu corpo no vento.
Tu és todos os sábados, todas as manhãs,
Toda a palavra ancorada nas mãos.
Tu és todos os lábios, todas as certezas,
Todos os beijos, desejos, princesa.
Como uma ilha
Prende-me em ti, agarra-me ao chão,
Como barcos em terra, como fogo na mão,
Como vou esquecer-te, como vou eu perder-te,
Se me prendes em ti, agarra-me ao chão,
Como barcos em terra, como fogo na mão,
Como vou eu lembrar-te se a metade que parte
É a metade que tens.
Como barcos em terra, como fogo na mão,
Como vou esquecer-te, como vou eu perder-te,
Se me prendes em ti, agarra-me ao chão,
Como barcos em terra, como fogo na mão,
Como vou eu lembrar-te se a metade que parte
É a metade que tens.
Tu és todas as noites, em todos os quartos,
Todos os ventos em todos os barcos.
Todos os dias, em toda a cidade,
Ruas que choram, mulheres de verdade.
Tu és só o começo de todos os fins,
Por isso eu te peço fica perto de mim.
Todos os ventos em todos os barcos.
Todos os dias, em toda a cidade,
Ruas que choram, mulheres de verdade.
Tu és só o começo de todos os fins,
Por isso eu te peço fica perto de mim.
Tu és todos os sons de todo o silêncio,
Por isso eu te espero
Te quero e te penso.
Como uma ilha,
Sozinha...
Por isso eu te espero
Te quero e te penso.
Como uma ilha,
Sozinha...
Pedro Abrunhosa
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